Helio Ventura

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Helio Ventura, Cientista Social e Músico
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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Premiação e Apresentações Musicais de Helio Ventura!!! Prestigie!!!



Desculpem-me avisar em cima da hora, é que fui pego de surpresa! Convido e encaminho abaixo programação completa da Semana das Tradições e Artes Negras Contemporâneas, que é a celebração oficial da Consciência Negra em Duque de Caxias. Vai ter várias atrações, apresentações musicais, eventos culturais, feira afro, oficinas de turbantes, rodas de capoeira, baile Black Music e muito mais!!!

Destaco os dias 18/11 (terça), 19h, a Abertura do evento no Teatro Raul Cortez, onde além de apresentações artísticas (na qual serei uma das atrações), também haverá a premiação de Medalhas para personalidades do município que desenvolvem relevantes trabalhos pela promoção da igualdade racial (e eu serei um dos agraciados)!!! Também destaco o sábado (22/11), 16h, quando voltarei a tocar, dessa vez no palco aberto, virado para a praça, em grande evento musical!!!

Muito me honraria a ilustre presença de amig@s e alun@s!!!

Afroabraços, Helio Ventura!

VALEU, ZUMBI!!!





sexta-feira, 9 de maio de 2014

Do “antirracismo racista” ao “antirracismo coxinha”


Por Marcio André dos Santos
Professor de Ciência Política da Universidade Federal do Piauí




       Desde as manifestações populares de junho de 2013 o termo “militante coxinha” ganhou as redes sociais para designar pessoas que tomavam as ruas para protestar contra as trambicagens governamentais ou qualquer outra coisa, sem nenhum direcionamento político-ideológico bem definido (esquerda? direita? centro?). “Coxinha” tornou-se então a tradução de um novo sujeito político, sobretudo jovens estudantes universitários que gritavam palavras de ordem mais por influência e mando de alguém (líderes partidários, canais de televisão, personalidades midiáticas) do que por convicção política propriamente falando.

      Repercutiu mundialmente mais um caso de racismo no futebol europeu com um jogador brasileiro. Um torcedor jogou uma banana na direção de Daniel Alves que, imediata e ironicamente, comeu-a e logo depois lançou a bola. Ninguém faria melhor, certamente. Pessoalmente vi a atitude do jogador como uma ótima resposta ao racismo recorrente nos gramados europeus. Tem momentos em que tratar atos racistas com ironia e bom humor inteligente é mais eficaz do que sair de campo batendo os pés. Problemático ocorreu em seguida quando Neymar foi fotografado por uma agência publicitária (malandramente a espera de um bom gancho midiático) ao lado do filho comendo uma banana. Como sabido, o craque tem feito declarações a imprensa nacional e internacional de que esse negócio de ser negro não é com ele e, logo, nunca sofreu (sofrerá?) racismo na Europa. Tudo bem, a adesão a ironia inaugurada por Daniel Alves poderia significar uma mudança de postura do craque quanto ao racismo... Tenho lá minhas dúvidas.

        Para piorar de vez a situação o casal global Luciana Huck e Angélica resolveram postar uma foto nas redes sociais com uma banana na mão, aludindo adesão a “campanha” contra o racismo. Estratégia de marketing melhor é difícil imaginar. Na véspera da Copa do Mundo um dos casais mais ricos da televisão brasileira – e quem fala em televisão brasileira fala de propagação massiva do imaginário racista – resolvem protagonizar uma campanha antirracista de última hora. O preço? Setenta reais cada camisa com estampas de uma banana e a frase “somos todos macacos” em fotos bem tiradas de modelos brancos(as). 





          Será que nossos queridos apresentadores acordaram em uma bela manhã depois de assistir no Bom Dia Brasil e ver o episódio com Daniel Alves e pensaram: “que tal lutar contra o racismo a partir de agora hein? Vai que a gente ganha uma grana?” E ai deixaram vir à tona, do fundinho do inconsciente, uma das pérolas do imaginário social brasileiro no que se refere a questão racial: a ideia de que somos todos iguais e de que por aqui ninguém é racista. “Somos todos macacos” e “somos todos iguais” não tem o mesmo sentido como parece afirmar a campanha. Macacos não são humanos ainda que partilhemos mais de 90% de carga genética (perdoem aqui a obviedade). Além do mais, “assumir as dores” de uma hora para outra de quem cotidianamente de fato sofre com o racismo não me parece um ato de solidariedade e sim de oportunismo barato de quem deseja esvaziar a luta antirracista. O “antirracismo coxinha” tem essa peculiaridade: não apoia nenhuma ação de organizações do movimento negro, tampouco empresta tempo de televisão para defender políticas de ação afirmativa, mas faz questão de transformar em dinheiro qualquer brecha que se dê quando os holofotes apontam para problemas como esse.

         O “antirracismo coxinha” é uma nova versão da velha branquitude brasileira, lugar de privilégios raciais e consequentemente sociais e econômicos que não precisa e nem pode revelar-se enquanto tal. É um tipo de antirracismo feito sob medida para os famosos posarem de moderninhos e conscientes dos problemas que assolam a sociedade brasileira. No dia a dia tiram proveito como podem de estruturas institucionais que beneficiam seu grupo racial. Logo logo isso vai cansar e um novo filão midiático surgirá no horizonte dos oportunistas de plantão. Quem sabe depois disso o antirracismo dos indignados e rebeldes seja levado a sério novamente?

http://afrolatinidade.blogspot.com.br/2014/05/do-antirracismo-racista-ao-antirracismo.html

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

REUNIÃO DO CONNEB NO SINDSPREV: 16/03/2013, 10H.


CONVOCAÇÃO

Aos (as) negros (as):

 Nós abaixo assinados, comprometidos com as aspirações do POVO NEGRO delibertação das condições de vida nas quais se encontra neste projeto político da elite brasileira de nação de “povo branco”, nação uniétnica e ainda, como organizadores (as) e participantes ativos (as) do/ no Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil – CONNEB, estamos convocando para a REUNIÃO DE ORGANIZAÇÃO da Assembleia Nacional de Encerramento do congresso, marcada para o dia 16 de março de 2013, sábado, das 10:00Hs às 15:00Hs, no SINDSPREV-RJ, Rua Joaquim Silva nº 98 – Lapa – Cidade do Rio de Janeiro.

A reunião terá como pauta as seguintes propostas:

1 – Realização da Assembléia Nacional de Encerramento do CONNEB, nos dias 30/31 de maio e 01 de junho de 2013, no Rio de Janeiro.

2 – Lançamento de um MANIFESTO reafirmando o Tema do CONNEB: Projeto Político do Povo Negro Para o Brasil, Projeto de Nação pluriétnica e multicultural contemplando todos os povos que compõem a população do Brasil e ainda convocando negros (as) para a Assembléia de Encerramento do CONNEB.
 Rio de Janeiro RJ, 23 de fevereiro de 2013.

1.       Yedo Ferreira                                                                11. José Lúcio da Silva
2.       Ruth Pinheiro                                                                 12. Leni Claudino (Leninha)
3.       Jorge Damião                                                                13. Osvaldo Sergio Mendes
4.       Lia Vieira                                                                      14. Paulo Cesar Anastácio
5.       Hélio Ventura (Helinho)                                                  15. João Carlos “Pastor”
6.       José Antônio (RGS)                                                        16. Norma Shirley
7.       Reginaldo Bispo (SP)                                                       17. Sidney Nascimento
8.       Gilberto Campos (ES) – Gilbertinho                                18. Editon Dias
9.       Haroldo Antônio    
10.     Denise Barbosa                                                                 19. Clatia Regina

 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

'Adelaide' e o racismo camuflado em riso


'Adelaide' e o racismo camuflado em riso

zorra adelaide racistaPor Marcio André dos Santos
O personagem de "Adelaide" não é uma novidade na dramaturgia brasileira. A construção de um personagem negro, do sexo feminino e que tem como pretensão fazer as pessoas rirem sem parar data de pelo menos 40 anos. O livro que inspirou o documentário A Negação do Brasil de Joel Zito narra e analisa a presença dos negros na televisão brasileira. Presença marcada pela subalternidade e preconceito racial.
Para quem nunca viu este personagem do programa Zorra Total da TV Globo, "Adelaide" é uma mulher negra, idosa e que entra no metrô pedindo esmolas e, consequentemente "importunando as pessoas". Além do reforço racista e sexista que o programa faz em torno das mulheres negras e de todos os negros por extensão, em alguns episódios "Adelaide" exala um cheiro ruim, ou pelo menos é isso que as cenas querem nos comunicar. Imagine você na sala de estar, com sua família, crianças e de repente aparece uma mulher negra, mal vestida e fedendo. Além do fedor, ela não tem os dentes da frente e parece absolutamente ridícula... Todos riem às alturas. É essa a intenção. O riso, magicamente, nos tira por uns instantes a capacidade de perceber o horror por trás de tais cenas.
Eu poderia gastar muitas linhas aqui descrevendo as dezenas de cenas pejorativas dessa personagem, mas quero me concentrar em outro ponto: qual a ideia básica que fundamenta esse personagem? O que lhe dá sentido? Qual a intenção de um núcleo de profissionais de mídia e comunicação ao construir, detalhe por detalhe, uma caricatura totalmente negativa de uma mulher negra, idosa e pobre?
Dizer que é o racismo talvez não seja suficiente. Sim, é racismo. Entretanto, é um tipo de racismo singularmente brasileiro especificamente produzido pelas mídias televisivas. Os especialistas que criaram tal personagem – as elites editoriais, como diria Muniz Sodré – reeditam um imaginário surgido a pelo menos duzentos anos atrás por literatos, jornalistas e políticos brancos e ancoram nas plásticas vias do humor o pior do sentimento antinegro.
Existem muitas formas de definir e abordar o racismo. Pode ser visto como um instrumento de manutenção de privilégios econômicos; pode ser visto como sentimento de superioridade ou então como mecanismo de preservação de lugares simbólicos, culturais e psicológicos de um grupo em relação a outro. Pode também ser a mistura de tudo isso e até mesmo um tipo antigo de desumanização. Por exemplo, o tráfico transatlântico de escravos tinha como pressuposto a transformação de negros em coisas, objetos, seres sem alma e transcendência. Bichos, em suma. Opera-se assim um processo completo de animalização que justifica toda e qualquer atrocidade.
"Adelaide" é uma representação contemporânea da desumanização negra que, no limite, assegura o privilégio da brancura, este artefato onipresente e multifacetado de poder. Privilégio que se manifesta imagética e ideologicamente e forja a realidade tal como querem que a vejamos: ora manifestando-se sutil aos nossos olhos, ora completamente brutal.
"Adelaine" é prova concreta de que o "mito da democracia racial" continua operando (secretamente?) no cerne dos aparelhos produtores de imagens e imaginário social. Faz-nos rir dos crimes mais chocantes de nossa história, em feixes coloridos de um sábado a noite.

A Negação do Brasil - O Negro nas Telenovelas Brasileiras

Mais sobre o Tema

A necessidade do 'negro imbecil' para o racismo brasileiro

Racismo explícito no Zorra Total relembra humor segregacionista dos EUA

Ong acusa personagem do Zorra Total de racismo



Sérgio Martins - A personagem Adelaide do Zorra Total não é humor é Racismo!

adelaidepor Sérgio Martins
Já faz um bom tempo que não me atenho em programas de televisão aberta ou fechada; tenho vivido um período de introspecção e mudança de hábitos,  utilizando  a internet para atualizar minhas informações diárias, abandonando o  hábito de assistir os telejornais.

Outra razão de perda de contato com os programas televisivos foi a rotina de trabalho que incluía aulas noturnas que se encerravam por volta das vinte e duas horas.

Apesar deste distanciamento costumo observar a tendência dos programas humorísticos, hoje com menos qualidade, mas ainda resistente nas grades das emissoras. Um traço comum perpassa todas as propostas humoristas, a condição periférica dos comediantes negros e negras. Bom, o que não é novidade em se tratando da composição dos interlocutores nos programas de televisivos que exibem uma sociedade imaginária composto de brancos e pessoas embranquecidas como se ta imagem corresponde-se ao real contexto da sociedade brasileira. A invisibilidade dos negras e negras nos meios de comunicações sociais é vexatória, denunciando a nítida falta de oportunidade e seleção discriminatória que os profissionais negros e negras estão sujeitos.
Isso se manifesta desde  a invenção do Pânico da TV, passando pelo consagrado modelo da Praça é Nossa ao Zorra Total.

Nós chamamos atenção, quando este sistema extremamente excludente, ainda lança a mão de artifícios cínicos para caricaturar um personagem negro, usando um ator branco pintado de negro para desenvolver uma paródia sobre os negros. A Adelaide do Zorra Total em termos de qualidade imaginária e humorística, se afasta e muito do famoso Azambuja, o malandro carioca e suas armações interpretado por Chico Anysio.

O personagem Adelaide do Zorra Total não é humor.

Trata-se de alguma coisa criada por mentes racistas que utiliza um conjunto de estereótipo historicamente construído pela sociedade brasileira para representar negros e negras. Isto fica claro no dialeto e nas interações sugeridas pelos quadros exibidos.
Um personagem feminino caótico,confuso em suas estórias familiares, tendo como contradição o acesso à tecnologia e sua condição de pobre e negro.
Tudo isto em um programa, onde raramente há participações de atores negros, e quando aparecem são atores históricos, tais como, Tony Tornado, Paulo Silvino, Milton Gonçalves, que participam de outros núcleos na emissora, sendo os demais meramente figurantes.
O que de lamentável é ainda nossa tolerância com tais abusos. Quando contestamos a música publicada pelo cantor humorista,hoje deputado Tiririca, quase toda sociedade se levantou para defender seu modelo centenário de racismo. Nós ganhamos, na justiça e na disputa na sociedade, porém eles sempre voltaram, e se não fizermos nada, tudo fica parecendo normal.
Entre nós, a liberdade de expressão assim como quaisquer esferas de liberdade está sujeitas ao crivo do respeito à dignidade humana.

Manter este valor em uma sociedade de origem escravocrata é um desafio permanente.
Manifeste sua indignação perante a emissora. 

Urubu Branco: O racismo explicito

maria sylviaPor Maria Sylvia Oliveira para o Portal Geledés
Meu sentimento é de completa indignação com o quadro "humorístico" do Zorra Total, programa veiculado pela Rede Globo, em horário nobre, no último sábado, dia 01/09. A citada emissora ultrapassou todos os limites do aceitável.
Desta vez, além da personagem Adelaide, representação da mulher negra de forma grotesca e estereotipada, que já vinha sendo apresentada no programa por um "humorista" que pinta o rosto de preto, a tal personagem traz sua filha uma mulher branca com o rosto pintado de preto, cujo personagem traz no peito uma faixa onde se lê "urubu branco". No quadro "humorístico", esta personagem, uma menina negra desdentada e feia, gostaria de participar de um concurso de beleza e foi instigada pela mãe a beijar a mão do branco (padrinho) pedir a benção, sendo que este lhe aconselhou a passar chapinha ou prancha nos cabelos para alisá-lo.
É impressionante o total desrespeito da emissora à criança negra, que já na primeira infância tem de conviver com o preconceito e discriminação: não se vendo representada nos programas de televisão (já que na programação de televisão só existem pessoas brancas, crianças loiras) e quando mostrada a criança negra é como delinquente ou de forma absolutamente estereotipada, como no programa citado.
Não será nenhuma surpresa se na segunda-feira as meninas negras forem chamadas de "urubu branco", na escola, sendo ridicularizadas por causa do programa. É lamentável que uma emissora de televisão que tem a pretensão de informar a população coloque no ar um programa com um quadro que desqualifique tanto a imagem já tão depreciada da população negra.
Infelizmente, ao que parece, a Rede Globo desconhece por completo a campanha da UNICEF, "POR UMA INFÂNCIA SEM RACISMO", cujo vídeo institucional é protagonizado pelo ator contratado desta mesma emissora, Lázaro Ramos.
Digamos não à programação da Rede Globo. Vamos procurar entretenimento televisivo de qualidade na TV Cultura ou qualquer outra emissora que nos trate, os negros, com um mínimo de respeito. Aprendamos a usar nosso poder na frente do aparelho de televisão, o poder de escolher, o poder de mudar o canal de televisão, o poder de usar nosso controle remoto.

Veja também: 

Ação contra ADELAIDE do Zorra Total

http://www.geledes.org.br/racismo-preconceito/racismo-no-brasil/15415-urubu-branco-o-racismo-explicito

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

EDITAL CURSO PENESB GRATUITO



UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO ASSISTIDA POR MEIOS INTERATIVOS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO SOBRE O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA(Penesb)
CURSO DE EXTENSÃO À DISTÂNCIA: EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICORRACIAIS
EDITAL
A coordenação do curso de extensão na modalidade à distância EDUCAÇÃO PARA AS RELÇÕES ÉTNICORRACIAIS do Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense, comunica que estão abertas as inscrições para cursistas nos seguintes polos: Rio Bonito, Angra dos Reis e Três Rios.
1.     Condições para inscrição
Ser professor da escola básica na rede pública (municipal, estadual ou federal)
2.     Da inscrição
2.1—As inscrições serão feitas exclusivamente on line, no site do Penesb, www.uff.br/penesb, no período de 16 de agosto a 15 de setembro de 2012
2.2 –Não há taxa de inscrição
2.3 – Documentação:
Os candidatos deverão enviar pelo correio, por sedex, com data de postagem até 15 de setembro a seguinte documentação:
-- cópia do diploma de graduação ou do ensino médio e histórico escolar
-- cópia da carteira de identidade e CPF
-- duas fotos ¾ recentes
-- Curriculum vitae
-- Cópia do comprovante de inscrição
-- Cópia de comprovante de residência
-- Cópia de documento comprobatório de exercício profissional na rede pública datado de 2012
2.4 – Endereço para encaminhamento da documentação: Rua Prof. Marcos Waldemar Freitas Reis, s/n Campus do Gragoatá, bloco D sala 509 – Cep 24 210 201 – bloco D sala 509 -- Niterói RJ
A inscrição será deferida após análise da documentação. Esta análise consistirá em verificar se o candidato preenche os requisitos estabelecidos neste edital. Os que não forem selecionados poderão retirar seus documentos no respectivo polo, 10 dias após a publicação do resultado final.
A comissão de seleção poderá solicitar a comprovação do declarado no curriculum vitae se considerar necessário.
3- Do processo de seleção
A seleção dos candidatos será feita considerando os seguintes aspectos:
--- Formação inicial: Graduação
Ensino Médio
--- Formação continuada:
Pós-graduação stricto sensu
Pós-graduação lato sensu
Extensão 180 horas
Extensão menos de 180 horas
--- Tempo de serviço no magistério público:
Mais de 20 anos
De 10 a 19 anos
Menos de 10 anos
--- Interesse pelo tema
4- Resultados da seleção:
Serão selecionados 60 inscritos por polo em um total de 180 cursistas. Para cada polo serão selecionados 20 excedentes, para inclusão no curso, caso haja desistência entre os sessenta primeiros classificados.
Em caráter de exceção, a critério da comissão de seleção, poderão ser incluídos no curso, auxiliares de pesquisa do Penesb, estudantes de cursos de licenciatura e membros de órgãos públicos que atuam em setores destinados à elaboração de políticas públicas para a promoção da igualdade racial.
5 – Divulgação dos resultados
Os resultados serão divulgados no site do Penesb no dia 18 de setembro a partir das 14 horas
6 – Período de matrícula: De 18 a 22 de setembro no site do Penesb. Os classificados que não fizerem a matrícula neste período serão automaticamente eliminados e substituídos pelos excedentes na ordem de classificação.
7 – Período do curso: O curso será ministrado no período de 29 de setembro de 2012 a 30 de maio de 2013.
8 – Certificado: Somente terão direito a certificado os cursistas que obtiverem desempenho satisfatório em todos os módulos.
Niterói, agosto de 2012.
Márcia Maria de Jesus Pessanha
Coordenadora do Penesb/coordenadora de tutoria
Iolanda de Oliveira
Coordenadora do curso
Última atualização em Ter, 11 de Setembro de 2012 19:00


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Palestras na OAB Caxias sobre questões etnicorraciais


Aguardo vocês lá!!!
Entidades sem fins lucrativos, Associações, Conselhos Municipais, Comunidades Tradicionais de Terreiros de Duque de Caxias, não podem ficar de fora... São vocês que promovem trabalhos para a garantia da igualdade de direitos e o fim do racismo!!!

Data 18 de maio de 2012
Horário 14 ás 17 h.
Local: OAB - Duque de Caxias, Rua Passo da Pátria 191 (transversal à Av. Brigadeiro Lima e Silva/ próximo da UNIGRANRIO) - Bairro  Jardim 25 de Agosto.


  A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, a Subsecretaria de Direitos Humanos através da Coordenação Municipal de Políticas e Promoção de Igualdade Racial e Direitos Humanos - COMPPIRD promove o Projeto CAFÉ COM DIREITOS - DIREITO DO NEGRO.
Neste dia ocorrerão palestras voltadas para questões étnico-raciais que servirão de suporte para a discussão do Plano Municipal de Igualdade Racial  que está sendo elaborado pela COMPPIRD conjuntamente com entidades da sociedade civil,  secretarias governamentais e munícipes interressados na temática. Esta uma iniciativa de intercâmbio entre a SMASDH ( município ) e SEASDH ( estado ) no combate ao racismo, promoção igualdade de direitos  e fortalecimento    da   ampliação de  programas e projetos de desenvolvimento social.
 

Profª Valeria Teixeira
Presidente de Honra do Centro Cultural Agué Marê
Coordenadora do Mutirão para Legalização das Comunidades Tradicionais de Terreiros do Estado do Rio de Janeiro
Conselheira do Conselho Municipal de Cultura de Duque de Caxias/RJ
Membro do Grupo de Trabalho para Enfrentamento a Intolerância e Discriminação Religiosa para Promoção de Direitos Humanos da SEASDH/RJ
Contatos: (21) 2675-0615 / 9327-0094 / 9879-8707 / 8385-7943 / 7744-2234 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Supremo decide, com unanimidade, a favor das cotas raciais



Supremo decide, com unanimidade, a favor das cotas raciais


Todos os dez ministros votaram favoravelmente às cotas


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/supremo-decide-com-unanimidade-favor-das-cotas-raciais-4744152#ixzz1tfgNZAX2 

Indio Guarani Araju Sapeti e expulso pela segurançaa do STF após protestar dentro do Plenário durante votação sobre o sistema de cotas raciais para o acesso à universidade brasileira
Foto: Gustavo Miranda/Agencia O globo

Indio Guarani Araju Sapeti e expulso pela segurançaa do STF após protestar dentro do Plenário durante votação sobre o sistema de cotas raciais para o acesso à universidade brasileiraGUSTAVO MIRANDA/AGENCIA O GLOBO
BRASÍLIA - Todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram favoravelmente à política de cotas raciais para ingresso na Universidade de Brasília (UnB). Os dez ministros da Corte são a favor das cotas. O ministro Luiz Fux, o primeiro a votar nesta sessão, afirmou que a reserva de 20% das vagas para negros no vestibular é uma forma de “remediar desvantagens impostas por minorias em razões de preconceitos passados”. Foi o segundo voto no julgamento de uma ação proposta pelo DEM contra a medida. O julgamento começou na quarta-feira, com o voto do relator, Ricardo Lewandowski, no mesmo sentido. O ministro Dias Toffoli não participará do julgamento porque está impedido. Quando ele era advogado-geral da União, deu parecer sobre o assunto.
- Uma coisa é vedar a discriminação; outra coisa é implementar políticas que levem à integração social e étnica do afro-descendente diante dessas ações afirmativas, principalmente dessa integração social acadêmica - disse Fux.
O ministro ressaltou para um “paradoxo do sistema” segundo o qual “só chega na universidade pública quem estudou em escola privada”. Para ele, não há uma resposta plausível para essa injustiça.
- A opressão racial dos anos da sociedade escravocrata brasileira deixou cicatrizes que se refletem na diferenciação dos afro-descendentes. A injustiça do sistema é absolutamente intolerável - continuou. - A constituição de uma sociedade justa e solidária impõe a toda a coletividade a reparação danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados, adimplindo obrigações jurídicas.
No meio do voto de Fux, um indígena que estava presente à sessão interrompeu o ministro. Isso porque o julgamento é sobre a política de cotas raciais em sua totalidade, e não de partes da regra. Segundo a ação do DEM, são destinadas 20% das vagas dos vestibulares para negros, e há um processo separado para seleção de indígenas, que levam 10 vagas por semestre. Ou seja, eles não fazem vestibular.
O presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, alertou que ele não poderia se manifestar.
- Se prosseguir, vou mandar os senhores te retirarem à força. Por favor, fiquem e vamos assistir ao julgamento - disse o presidente. Diante da insistência, Ayres Britto interrompeu a sessão por um minuto para que os seguranças o retirassem à força.
- A democracia às vezes tem seus momentos que as vezes ultrapassam a dose, mas faz parte da nossa Casa - lamentou Fux.
Ministra Rosa Weber também votou a favor das cotas
No discurso de seu voto, favorável às cotas, a ministra Rosa Weber afirmou que a liberdade e a igualdade devem andar juntas, e que se não há igualdade, a adoção de políticas compensatórias é necessária.
- Se os negros não chegam à universidade por óbvio não compartilham com igualdade de condições das mesmas chances dos brancos. Se a quantidade de brancos e negros fosse equilibrada poderia se dizer que o fator cor não é relevante. Não parece razoável reduzir a desigualdade social brasileira ao critério econômico - afirmou.
- Quando o negro se tornar visível nas altas esferas sociedade, política compensatória alguma será necessária. As cotas não ferem o critério do mérito. Os concorrentes às vagas de cotista devem passar por uma nota de corte, de forma que está presente também o critério do mérito - concluiu Rosa Weber.
Cármen Lúcia: Ações afirmativas são um processo
A terceira a votar na sessão desta quinta, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a melhor opção não seria a adoção de políticas afirmativas, mas sim a igualdade de todos em uma sociedade. Ela votou a favor das cotas.
- Para ser igual e livre é preciso respeitar as diferenças, mas não fazer das diferenças algo que possa ferir nossa dignidade. As ações afirmativas não são as melhores opções, a melhor opção é uma sociedade com todo mundo livre para ser o que quiser. Isso é um processo, uma etapa, uma necessidade em uma sociedade onde isso não aconteceu naturalmente. Me parece que as políticas compensatórias devem ser acompanhadas de outras. Na minha experiência de professora, aqueles que tiveram essa oportunidade delas se valeram -afirmou em seu voto.
“É natural que ações afirmativas atraiam resistência”, diz Joaquim Barbosa
Único ministro negro da Corte, Joaquim Barbosa, votou a favor das cotas. Ele apontou que a contrariedade dos grupos que se beneficiam da discriminação às cotas é natural, e disse que nações desenvolvidas devem ter políticas inclusivas.
- Aos esforços de uns em prol da concretização da igualdade que contraponham os interesses de outros na manutenção do status quo, é natural que as ações afirmativas sofram o influxo dessas forças contrapostas e atraiam resistência da parte daqueles que historicamente se beneficiam da discriminação de que são vítimas os grupos minoritários.
Para Cézar Peluso, as pessoas dependem de oportunidades
O ministro Cézar Peluso também votou a favor das cotas. Para ele, as pessoas devem ter oportunidades, que serão importantes na construção de quem elas serão no futuro.
- O que as pessoas são e fazem dependem das oportunidades e das experiências que elas tiveram para se constituir como pessoa.(avaliar pelo ) mérito é justo apenas em relação aos candidatos que tiveram a mesma oportunidade, não é possível usar o mesmo critério para quem no passado não teve as mesmas oportunidades.
Segundo Gilmar Mendes, o modelo da UnB tem virtudes e defeitos
Mesmo seguindo o voto do relator, o ministro Gilmar Mendes alertou para uma eventual futura inconstitucionalidade do modelo da UnB (Universidade de Brasília), que não leva em conta, por exemplo, critérios sociais.
- Tenho muitas dúvidas em relação ao critério puramente racial. Aqui, não se contempla, permite-se uma possível distorção. Essa distorção precisa ser realmente enfocada. O modelo da UnB padece desse vício, podendo gerar distorções e perversões. Esse é um modelo que está sendo experimentado, cujas distorções vão se revelando no seu fazimento, e que reclama aperfeiçoamento.
Marco Aurélio Mello é o oitavo voto a favor
O oitavo ministro a votar, Marco Aurélio Mello afirmou que como há diferença social entre negros e brancos na sociedade, é possível apontar quem deve ser favorecido pelas cotas.
- Falta a percepção de que não se pode falar em Constituição Federal sem levar em conta acima de tudo a igualdade. Precisamos saldar essa dívida, do tocante a alcançar-se a igualdade. As autoridades públicas vão se pautar por critérios razoavelmente objetivos (para definir os beneficiados pelas cotas). Se somos capazes de produzir estatísticas sobre a posição do negro na sociedade e se é evidente a situação (desfavorável) do negro no mercado de trabalho, e não podemos negar isso, parece possível indicar aqueles que devem ser favorecidos pela política inclusiva.
Ações afirmativas protegem igualdade de discriminação, diz Celso de Mello
O ministro Celso de Mello, que votou a favor das cotas, destacou que a adoção desse instrumento é uma forma compensatória para garantir o direito à igualdade.
- Os deveres que emanam desses instrumentos (cotas) impõem a execução responsável e consequente dos compromissos assumidos em relação a todas as pessoas, mas principalmente aos grupos vulneráveis, que sofrem a perversidade da discriminação em razão de sua origem étnica ou racial. As ações afirmativas são instrumentos compensatórios para concretizar o direito da pessoa de ter sua igualdade protegida contra práticas de discriminação étnico-racial. Uma sociedade que tolera práticas discriminatórias não pode qualificar-se como democrática - disse.
Ayres Britto: Igualdade é valor constitucional para proteger os desfavorecidos
O último a votar, o ministro Carlos Ayres Britto, destacpu em seu voto que é preciso proteger os desfavorecidos, buscando o valor constitucional da igualdade para todos.
- Quem não sofre preconceito pela cor da pele já leva uma imensa vantagem, já é beneficiário, não desfruta de uma situação desfavorecida imbricada a outros. Aquele que sofre preconceito racial internaliza a ideia inconscientemente de que a sociedade o vê como um desigual por baixo. A igualdade só foi proclamada como valor constitucional para proteger os desfavorecidos. Os brancos, em matéria de discriminação, nunca precisaram de Constituição. Os heterossexuais nunca precisaram de Constituição.
O ministro afirmou que o preconceituoso é um “aproveitador”, que tira proveito do preconceito:
- O preconceituoso não é só um obtuso do ponto de vista lógico, ele é um obscuro do ponto de vista do crescimento interior, da solidariedade humana, da espiritualidade. Ele é um hedonista, um utilitarista um aproveitador. Ele tira vantagem econômica e social do preconceito. Por isso, o preconceito se mantém durante tanto tempo. É preciso que haja um plus da política pública promocional. É preciso que haja uma política pública diferenciada no âmbito das próprias políticas públicas. Não basta proteger. É preciso promover, elevar, fazer com que os segmentos ascenda.


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