Helio Ventura

Helio Ventura
Helio Ventura, Cientista Social e Músico

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A imaginação Sociológica e o Papel do Sociólogo

Sociologia – 2º ano

Professor: Helio Ventura

A imaginação Sociológica e o Papel do Sociólogo

Aprender a pensar sociologicamente – olhando – em outras palavras, de forma mais ampla – significa cultivar a imaginação. Estudar Sociologia não pode ser apenas um processo rotineiro de adquirir conhecimento. Um sociólogo é alguém que é capaz de se libertar do imediatismo das circunstâncias pessoais e apresentar as coisas num contexto mais amplo. O trabalho sociológico daquilo que o autor norte-americano C. Wright Mills, numa frase famosa chamou de imaginação sociológica. (Mills, 1970)” (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005).

A imaginação sociológica, acima de tudo, exige de nós que pensemos fora das rotinas familiares de nossas vidas cotidianas a fim de que as observemos de modo renovado, livre dos juízos de valor e da influência do senso comum. Giddens[1] em seu livro Sociologia usa o exemplo do café, mas podemos aqui usar uma série de outros exemplos para demonstrar como “funciona” a imaginação sociológica. Ao usar o café como exemplo, Giddens ressalta que o café possui valor simbólico como parte de nossas atividades sociais diárias. Podemos então usar a cerveja como exemplo: geralmente ao fim do expediente de trabalho ou aos finais de semana, homens e mulheres se reúnem para “tomar uma cerveja para relaxar”, usando a bebida como subterfúgio. Mas neste ato aparentemente simples, inofensivo, corriqueiro, existe uma série de questões, como por exemplo o alcoolismo, a lei seca, o “não saber parar”, a produção desta bebida, o consumo por menores de idade, iniciado geralmente em casa, sua história, a publicidade etc.
Outro exemplo é o chá, o que poderíamos dizer, a partir de uma perspectiva sociológica acerca do consumo desta bebida, deste ritual associado geralmente a britânicos, a pontualidade e a reuniões de mulheres (chá de bebê, chá de panela)?
Para começar, muito embora este “ritual”, esta tradição do consumo de chá esteja associada aos britânicos, na verdade a história do chá  remonta à antiguidade no território chinês. Entre muitas lendas que narram o “surgimento” desta bebida, a mais famosa relata que suas raízes provém de 5000 anos atrás, ao governo do Imperador Sheng Nong (ou Nung, dependendo da fonte), popularmente conhecido como o Curandeiro Divino. Tentando solucionar a constante incidência de surtos epidêmicos em seus domínios, ele criou uma lei que obrigava o povo a ferver a água antes de ingeri-la. Diz a lenda que repousando sob uma árvore, o soberano deixou sua xícara de água esfriando, e logo percebeu que algumas folhas haviam caído sobre o líquido, conferindo-lhe um tom castanho. Ao experimentar a bebida, descobriu que ela possuía um sabor agradável, disseminando o consumo desta bebida entre os seus súditos; a China desempenha um papel crucial na disseminação do consumo do chá pelo mundo.
Viu só? Iniciamos uma linha de pensamento acerca do surgimento do ritual de consumo do chá, e descobrimos que esta bebida não é proveniente da Inglaterra e nem está associada à sofisticação e a pontualidade britânica.
Em princípios do século IX alguns monges provenientes do Japão levaram consigo algumas sementes, iniciando assim o cultivo do hábito que se tornaria tradição neste país. Tanto na China quanto no Japão, o chá conquistou um desenvolvimento sem igual, em todos os ambientes, até mesmo os artísticos e os religiosos, campo no qual passou a integrar um cerimonial sagrado. O desembarque do chá na Europa se deu gradativamente através da Ásia Central e da Rússia, logo após dos portugueses, que difundiram o uso do chá por toda a Europa, a partir do fim do século XV. Os navios de Portugal transportavam a mercadoria até os portos de Lisboa, sendo daí conduzida para a Holanda e a França.
O aventureiro Marco Pólo, ao registrar suas famosas viagens, teria incluído referências ao chá em suas narrativas; do século XIX em diante, o hábito de consumir o chá se disseminou velozmente na Inglaterra, tornando-se tradição. A partir das terras inglesas esta bebida se propagou rapidamente aos Estados Unidos, à Austrália e ao Canadá, até se tornar popular em todo o planeta. Enquanto isso, no Japão, o preparo do chá tornou-se uma arte, bem como o seu consumo.
Dando prosseguimento a nossa análise acerca do chá, agora partimos para uma perspectiva sociológica direcionada a questões políticas e econômicas, neste sentido devemos lembrar do ano de 1773, quando uma certa lei foi criada, estudamos isso na disciplina de história, lembram?
Esta lei aumentou consideravelmente a aquisição de impostos sobre a comercialização do chá, que era muito consumido nas colônias. Também foi instituída a exclusividade de sua venda (o monopólio comercial) à Companhia das Índias Orientais. Foi uma medida inglesa que impediu os colonos de participar do comércio de chá, que era bastante lucrativo, o que favorecia os comerciantes ingleses, dando-lhes o monopólio do mercado desse produto nas treze colônias[2], seu nome: Lei do Chá. A resposta americana teve lugar em Boston, no episódio conhecido como Festa do Chá, quando americanos vestidos como índios saquearam navios ingleses, jogando ao mar sua carga de chá.
Agora que sabemos um pouco mais sobre a história do chá podemos concluir que o chá não é simplesmente uma bebida que pode ser consumida quente ou gelada. Possui, sobretudo, valor simbólico em muitas culturas como a inglesa, a chinesa e principalmente a japonesa. No Japão, o preparo do chá tornou-se uma arte, bem como o seu consumo. Os participantes da cerimônia do chá devem sempre esperar em um recinto, até se desconectarem das preocupações do dia-a-dia. Se pensarmos bem, em todas as sociedades, em todos os tempos, comer e beber são ações que produzem oportunidades para interação social e para a encenação de rituais, ou seja, um ótimo tema para estudos sociológicos.
Outro ponto, um indivíduo que bebe chá está envolvido em uma complicada rede de relações sociais, econômicas e culturais que se estendem pelo mundo desde os tempos antigos. O chá é um produto que conecta as pessoas, o rico, o pobre. Todos e todas podem consumir chá hoje em dia, inclusive tornou-se mais acessível do que o café, mas nem sempre foi assim. O entusiasmo dos britânicos pelo chá é algo que ainda hoje se mantém, no entanto, nos primeiros anos de consumo, esta bebida não estava ao alcance de todos porque tinha um imposto tão alto que, em 1689 as vendas de chá quase pararam, ocasionando contrabando de chá em larga escala que, infelizmente, adulterava muitas vezes as folhas de chá, adicionando-lhes folhas de outras plantas. Este negócio de mercado clandestino chegou a tais proporções que, em 1784, o primeiro-ministro William Pitt colocou um ponto final na situação ao reduzir o imposto de 119% para 12.5%. De um dia para o outro, o chá tornou-se acessível e o contrabando deixou de ser um negócio lucrativo.
Aqui no Brasil o chá é produzido em várias regiões, entre elas São Miguel (Açores) onde os produtores criaram uma associação para certificar o seu chá produzido de forma orgânica; hoje, a produção de chá no mundo é calculada por volta de 2,34 bilhões de kg por ano. A Índia, um país pobre, e repleto de contradições econômicas é o numero 1 na produção como a maior nação produtora de chá do mundo, com uma produção anual de aproximadamente 850 milhões kg.  A China, onde o chá originou-se, hoje sustenta a segunda posição e contribui com 22% da produção mundial de chá. Outros paises são importantes produtores de chá como a Argentina, Sri Lanka, Turquia, Geórgia, Kenya, Indonésia e Japão. A produção, o tranporte, e a distribuição do chá demandam transações entre pessoas a milhares de quilômetros de distância do seu consumidor, estudar estas transações também é tarefa da sociologia.
Atualmente, o chá continua a ser consumido por diversos povos espalhados pelo mundo, sendo ainda mais popular do que o café. Ao bebermos chá nos envolvemos em todo um processo passado de desenvolvimento social e econômico, por exemplo, a Stassen Natural Food é um dos principais produtores e exportadores de chá de qualidade do Sri Lanka e um antigo parceiro do Comércio Justo[3]. O Sri Lanka é um importante exportador de chá no mundo, a economia do país depende fortemente da produção de chá, o governo é detentor da maioria das fábricas de processamento de chá, e o chá é vendido em leilões controlados pelo Estado.
Logo, os pequenos produtores de chá são excluídos da produção e comercialização, e isso torna difícil para as organizações de Comércio Justo introduzir o Comércio Justo de fato como uma alternativa à produção e exportação de chá neste país,  entretanto esta empresa mostrou um particular interesse no Comércio Justo e possuí aparentemente objetivos partilhados, como a melhoria das condições de trabalho e de vida das pessoas que trabalham nas plantações de chá, e a promoção da agricultura biológica[4]. Podemos escolher entre acreditar ou não neste “comprometimento”. Também podemos escolher entre tomarmos chá proveniente de produtores que objetivam o comércio justo e não fazem uso de fertilizantes, pesticidas e que respeitam os ciclos de vida naturais, ou dos que exploram mão de obra, utilizam fertilizantes comprometendo nossa saúde e não respeitam a natureza, claro que a partir de pesquisas acerca dos produtores, obtendo informações através de fontes confiáveis etc.
Politizamos assim o consumo desta bebida, e seguramente contribuímos para uma análise sociológica acerca das questões que envolvem a produção do chá; após todas estas informações, mesmo que ainda superficiais iniciamos um processo de análise contextualizando historicamente seu consumo e produção para compreender uma série de questões, os sociólogos estão interessados em compreender como a globalização aumenta a consciência das pessoas acerca de assuntos que vêm ocorrendo em locais distantes, como por exemplo na Índia, no Sri Lanka, encorajando-as a produzir novos conhecimentos, a ponderar, e pensar criticamente.
Atividade I
Pesquise:
O que é comércio justo e solidário? Precisamos disso? É fácil realizar? Existe em quais partes do Brasil e do mundo?


A imaginação sociológica nos permite ver que muitos eventos que parecem dizer respeito somente ao indivíduo, na verdade refletem questões muito mais amplas. O divórcio, por exemplo, pode ser um processo muito difícil para alguém que passa por ele – o que Mills chama de “problema pessoal” – mas o divórcio, assinala Mills, é também um problema público, numa sociedade como a atual Grã-Bretanha, onde mais de um terço de todos os casamentos termina dentro de dez anos. O desemprego, para usar outro exemplo, pode ser uma tragédia pessoal, para alguém despedido de um emprego e inapto para encontrar outro. Mesmo assim, isso vai bem além de uma questão geradora de uma aflição pessoal, se considerarmos que milhões de pessoas numa sociedade estão na mesma situação: é um assunto público expressando amplas tendências sociais.”  (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005).

Embora sejamos influenciados pelos contextos sociais em que nos encontramos, nenhum de nós tem o comportamento simplesmente modelado por esses contextos, possuímos, criamos, construímos nossa própria individualidade. É trabalho da sociologia investigar as conexões entre o que a sociedade faz de nós e o que fazemos de nós mesmos. As nossas atividades tanto estruturam, modelam, como ao mesmo tempo são estruturadas por esse mundo social. O conceito de estrutura social é muito importante na Sociologia. Ele se refere ao fato de que os contextos sociais de nossas vidas não se consistem apenas em conjuntos esporádicos de eventos ou ações, são constituídos ou uniformizados de formas distintas. Há regularidades nos modos como nos comportamos e nos relacionamentos que temos uns com os outros. Entretanto, a estrutura social não é como uma estrutura física, como um edifício que existe independentemente das ações humanas. As sociedades humanas estão sempre em processo de estruturação. Elas são reestruturadas a todo momento pelos próprios blocos de construção  que as compõe, os seres humanos. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005).
A sociologia tem muitas implicações práticas para nossas vidas, primeiramente a Sociologia nos permite ver o mundo social a partir de outros pontos de vista que não o nosso. Se compreendermos precisamente como os outros vivem, também adquirimos melhor entendimento de quais são os seus problemas. Políticas práticas que não são baseadas numa consciência bem informada dos modos de vida das pessoas afetadas por elas têm poucas chances de sucesso. Por exemplo, uma assistente social branca, operando numa comunidade predominantemente negra, não ganhará a confiança de seus membros sem desenvolver uma sensibilidade às diferenças na experiência social que separam brancos e negros. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005).
“A sociologia pode nos fornecer auto-esclarecimento, uma maior autocompreensão. Quanto mais sabemos porque agimos como agimos e como se dá o completo funcionamento de nossa sociedade provavelmente seremos mais capazes de influenciar nossos próprios futuros. Não deveríamos ver a Sociologia como uma ciência que auxilia somente os que fazem políticas, ou seja, grupos poderosos, com o propósito de tomarem decisões informadas. Não se pode supor que os que estão no poder sempre levarão em consideração em suas políticas os interesses dos menos poderosos ou menos privilegiados. Grupos de auto-esclarecimento podem frequentemente se beneficiar da pesquisa sociológica e responder de forma efetiva as políticas governamentais ou formar iniciativas políticas próprias”. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005).

Quando começamos a estudar Sociologia pela primeira vez, alguns e algumas de nós ficam confusos com a diversidade de abordagens que encontramos e muitas vezes questionamos de que nos serviria tais abordagens e conhecimentos. A Sociologia nunca foi uma disciplina em que há um conjunto de idéias que todos aceitam como válidas. Os sociólogos frequentemente discutem entre si sobre como abordar o estudo do comportamento humano e sobre como os resultados das pesquisas podem ser melhor interpretados. Por que deveria ser assim? A reposta está ligada a própria natureza da área. A Sociologia diz respeito às nossas vidas e ao nosso próprio comportamento, e estudar nós mesmos é o mais complexo e árduo trabalho que podemos realizar, afinal somos indivíduos, e como indivíduos possuímos características individuais, peculiares. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005). Os dedos das mãos fazem parte de uma mesma “estrutura” certo? Mas ele são iguais?
Em uma coisa todos os sociólogos concordam, que a Sociologia é uma disciplina na qual deixamos de lado nossa visão pessoal do mundo para olhar mais cuidadosamente para as influências que moldam nossas vidas e as dos(as) outros(as). A Sociologia não é apenas um campo intelectual abstrato, mas tem implicações práticas mais importantes para as vidas das pessoas. Aprender a tornar-se um sociólogo não deveria ser um esforço acadêmico maçante. A melhor forma de se evitar isso é abordar o assunto pesquisado de um modo imaginativo e relacionar idéias e achados sociológicos a situações de nossas vidas. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005).
Uma forma de fazer isso é estar consciente das diferenças entre os modos de vida, que nós, nas sociedades modernas, tomamos por normais e aqueles de outros grupos humanos. Ainda que os seres humanos tenham muito em comum, há muitas variações entre diferentes sociedades e culturas. A prática da Sociologia envolve a habilidade de pensar imaginativamente e afastar-se de idéias preconcebidas sobre a vida social. A Sociologia nos fornece os meios de aumentar nossas sensibilidades culturais, permitindo que as políticas se baseiem em uma consciência de valores culturais divergentes. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005).
Para compreendermos a Sociologia devemos estar conscientes de nós próprios como seres humanos entre outros seres humanos. Ao procurarmos ampliar a nossa compreensão dos processos humanos e sociais e adquirir uma base crescente de conhecimentos mais sólidos acerca desses processos, isto já constitui uma das tarefas fundamentais da Sociologia. Também neste âmbito as pessoas verificam que estão sujeitas a forças que as coagem. “Procuram compreendê-las para que com a ajuda desse conhecimento, possam adquirir certo controle sobre o discurso cego dessas forças compulsivas, cujos efeitos são muitas vezes destruidores e destituídos de qualquer significado. O objetivo é orientar essas forças de modo a encontrar-lhes significados, tornando-as menos destruidoras de vidas e de recursos. Daqui decorre ser fundamental para o ensino da Sociologia e para sua prática de investigação, a aquisição de uma compreensão geral dessas forças e um aumento de conhecimentos seguros das mesmas, através de campos especializados de investigação.”
Atividade II
1 – Cite um exemplo da vida em sociedade e de como a Sociologia poderia explicá-lo:
2 – Cite uma das utilidades da Sociologia para a compreensão da vida dos indivíduos:
3 – Você é a favor de um ensino médio somente com a aprendizagem de conhecimentos técnicos ou também acha que se devem aprender os conhecimentos das áreas humanas? Justifique sua resposta.
4 – Procure em jornais e revistas ou na internet notícias que divulgam dados decorrentes de análises quantitativas e outras que se valem de análises qualitativas. Escolha uma notícia que lhe parece mais embasada (fundamentada, crível).
5 – Quais são os métodos de pesquisa utilizados nas pesquisas das ciências sociais? O que é decisivo para a garantia do sucesso em uma pesquisa?


[2] As Treze Colônias foram as colônias Norte-Americanas que se rebelaram contra o domínio britânico, em 1775, quando formaram um governo provisório, Norte-Americano, o qual proclamou a sua independência no dia 4 de julho de 1776. Subsequentemente, as colônias constituíram-se nos treze primeiros Estados americanos. As demais colônias britânicas na América do Norte não aderiram imediatamente ao movimento de independência. As colônias foram fundadas entre 1607 (Virgínia) e 1733 (Georgia).
[3] O comércio justo é um dos pilares da sustentabilidade econômica e ecológica.Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que busca o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados, nas cadeias produtivas.A idéia de um comércio justo surgiu nos anos 1960 e ganhou corpo em 1967, quando foi criada, na Holanda, a Fair Trade Organisatie. Dois anos depois, foi inaugurada a primeira loja de comércio justo. O café foi o primeiro produto a seguir o padrão de certificação desse tipo de comércio, em 1988. O comércio justo é definido pela News! (a rede européia de lojas de comércio justo) como "uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros, para aumentar seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentável. O comércio justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. Sua missão é promover a eqüidade social, a proteção do ambiente e a segurança econômica através do comércio e da promoção de campanhas de conscientização".
[4] Agricultura orgânica ou agricultura biológica é o termo frequentemente usado para designar a produção de alimentos e outros produtos vegetais que não faz uso de produtos químicos sintéticos, tais como fertilizantes e pesticidas, nem de organismos geneticamente modificados, e geralmente adere aos princípios de agricultura sustentável.

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